Hermes Trismegisto

    Algumas figuras enigmáticas são normalmente citadas em muitas obras místicas e mesmo históricas. Normalmente são seres de altíssima relevância nesse Ciclo de Civilização, tais como Melquisedec, Apolônio de Tiana, Jesus, Salomão, Hermes Trismegistus, Zaratrusta, Lao Tsé, Confúcio e outros. Todos foram proeminentes vultos que deram rumos ao desenvolvimento da humanidade, especialmente no que diz respeito ao lado espiritual.

    Em palestras anteriores falamos de Salomão, de Apolônio e de Melquisedec. Nesta palestra queremos esclarecer alguns aspectos relacionados com Hermes Trismegisto, mesmo porque, iremos estudar os Princípios Herméticos.

    O nome de Hermes chegou até aos nossos dias através dos escritos gregos antigos e dos hieróglifos egípcios. Os gregos afirmavam haver Hermes existido na Grécia, como um dos deuses do Olimpo.

    Inicialmente, diga-se que a Grécia é muitíssimo mais antiga do que se pensa, como o Sacerdote de Sais disse a Sólon quando lhe falou a respeito da existência da Atlântida. Ele falou com Sólon a respeito da antigüidade da Grécia, inclusive afirmando que, num passado distante, houvera uma guerra entre a Atlântida e a Grécia. Sabe-se que a Atlântida[1] submergiu num cataclismo há cerca de 12 mil anos; portanto existe uma pré-história grega não citada na história oficial.

    De início, queremos salientar que o Hermes – que realmente indica Thoth, nome, chegou até nossa época; na realidade teve grande significação na história grega, muito embora ele não haja nascido na Grécia, e nem mesmo no Egito; sua Tradição remonta a Lemúria, bem anterior, portanto, a Atlanta.

De onde o nome Hermetismo, Ciências Herméticas, ou equivalentes, quando na verdade esse imenso manancial de conhecimentos procede de Thoth, e não de Hermes?  O Panteão incluía Hermes entre os diversos deuses gregos. Os gregos, ao chegarem ao Egito, encontraram paralelismo entre as façanhas de Hermes e as capacidades do “deus” egípcio Thoth, e por isso acreditaram se tratar de um mesmo ser.

Na verdade Hermes e Thoth não são uma mesma pessoa, pelo que se pode dizer, pois os ensinamentos iniciáticos atribuídos a Hermes, procedem de Thoth e não de Hermes.

    Quando falamos da Atlântida, em uma palestra anterior, afirmamos que antes do cataclismo que destruiu aquele continente, três correntes migratórias se antecederam à catástrofe; uma delas foi se estabelecer no norte da África, onde deu origem à civilização do Antigo Egito.

            Embora nos papiros egípcios exista um grande número de referências a Thoth, muitos estudiosos afirmam que na realidade sua existência é mística, e sendo assim Hermes (Thoth) nunca existiu como pessoa na terra.

            Para os gregos Hermes era o Deus da Sabedoria, o mais misterioso de todos os deuses e era representado simbolicamente por uma serpente.

 

THOTH É A DIVINA SABEDORIA CRIADORA.

 

    A literatura esotérica refere-se a Hermes e a Thoth como sendo uma mesma pessoa: Hermes para os gregos e Thoth para os egípcios.

    Exatamente dos gregos que Hermes recebeu o título de Trismegisto, que significa três vezes mestre. Para muitos gregos e egípcios Ele era bem mais do que Mestre; consideravam-no um Deus.

     Muitas vezes, nos desenhos antigos, o símbolo esotérico é o lado brilhante da Lua, o que contém a essência da Sabedoria Criadora.

    Os antigos egípcios tinham a mais elevada veneração por Thoth, por haver sido o creador da escrita hieroglífica, da alquimia, da Geometria − todas as ciências que revelaram os números − (a Geometria, a Astronomia e as Letras). Deixou mais de dois mil livros escritos, quase todos destruídos no incêndio da Biblioteca de Alexandria.

    Thoth compreendia todos os mistérios da mente humana, pelo que, no Livro dos Mortos, do Egito, ele é citado como o “advogado da humanidade”.

    É representado, em muitas pinturas, como Anúbis ao lado da balança na qual era pesada a alma do morto, no tribunal do julgamento. Anúbis (Thoth) aparece diante da balança em que era pesado o coração do morto. De um lado, num dos pratos da balança, era posta uma pena (Maat) simbolizando a verdade, e do outro lado um símbolo o Ab, simbolizando o coração do morto. Cabia a Thoth examinar a mente e determinar a dignidade do morto. No grande tribunal está Thoth, diante de Osíris, de pé diante da balança do julgamento dos homens, penetrando na mente para julgar os sentimentos e propósitos.

    Diziam os egípcios que Thot[2] era o escriba confidencial do deus Osíris, o secretário de todos os deuses. Dizem que Ele trouxe para a terra, a música e para o Egito, um calendário de 365 dias, semelhante ao que somente muito depois foi oficializado e é utilizado na atualidade.

    Diz a Tradição egípcia que foi Thoth quem ensinou à deusa Isis a conjurar encantos (Magia), o que contribuiu decisivamente para que aquela deusa pudesse reconstituir totalmente o corpo do seu irmão, Osíres, que havia sido desfeito em pedacinhos.

    Os egípcios se referiam a Thoth como sendo a mente e a língua de RA. Também representava a mente e a palavra falada de RA. A palavra constituía o poder com que RA objetivava suas idéias.

    No Egito existiu uma casta de sacerdotes seguidores de Thoth e que foram os maiores conhecedores das ciências da época, especialmente a Aritmética.  Aqueles sacerdotes afirmavam que toda inspiração que tinham, provinha de Thoth. Por outro lado, para muitos, Thoth nunca passou de um ser lendário sendo a sua história nada além de um mito, portanto, quando, muito um escriba que transcreveu os conhecimentos da sua época, enquanto para outros ele seria um Ser Divino. Podemos afirmar que essa é a verdadeira natureza de Thoth.

    Diziam que Thoth não fora filho de mulher, isto é, Ele não tivera um corpo físico e sim um aparente com o qual se apresentava diante dos homens. No Egito ele não nasceu, apenas surgiu, pois procedia da Atlântida onde o mesmo ocorreu; não nasceu lá tendo surgido a partir da Lemúria, donde o nome de Hermes Trismegisto, isto é. Hermes Três Vezes Mestre.

    Muito tem sido dito e escrito a respeito de Hermes (Thoth), através dos séculos, e muitas Sociedades Iniciáticas existiram com o objetivo de estudar os ensinamentos herméticos, mas praticamente poucas souberam da razão do nome Trismegisto. Muito do que se diz a respeito são meras especulações.

    Tudo indica que Thoth foi o principal Mestre em Goldwana, na Lemúria e na Atlântida de onde trouxe para os egípcios todo o cabedal de conhecimentos que possibilitou o elevadíssimo nível de informações a respeito daquele Grande Mestre. Em cada um daqueles ciclos Ele teve um nome diferente: Thoth, foi o nome dado pelos egípcios; Hermes, pelos Gregos; e Kan (Ken), pelos Atlantas. Naquelas civilizações o conceito sobre Ele pode ser equivalente ao de Buda, para os orientais, e de Jesus, para os ocidentais.

    O que acabamos de revelar, na realidade, refere-se ao verdadeiro sentido do qualificativo hermético Trismegisto = Três Vezes Mestre.

    Mestre de três ciclos de civilização, seguidos, Thoth era sabedor do destino da Atlântida, tendo conhecimento de que uma inevitável e tremenda catástrofe se avizinhava. Visando à preservação dos valores humanos, das ciências, das artes, da religião e de um número imenso de conhecimentos, ele promoveu uma estratégia: incentivou a emigração para pontos distantes da Atlântida. Teve a sabedoria de orientar para que a emigração se fizesse para pontos diferentes a fim de que houvesse maior garantia de que os conhecimentos seriam preservados com maior segurança. Na realidade foi uma medida sábia, pois das três correntes migratórias, somente restaram os conhecimentos parciais levados pelos emigrantes que fundaram o Egito e em especial porque o próprio Thoth se deslocou junto. O que foi levado pelos grupos que emigraram para a península de Yucatã, na América, e para o Oeste da Europa, Bretanha, demorou muito a florescer, e ainda mais, o conhecimento ficou restrito a um pequeno número de pessoas, sem falar que, em parte, foram muito mais mutilados, por certo em decorrência da atuação do “terceiro interesse” e quem sabe! de uma forma de conjura que por certo também existiu naquelas civilizações. Somente a corrente egípcia constituiu uma civilização ampla.

    Pelo que afirmamos, por certo, Thoth não viveu apenas no Egito e grande parte do que a Ele é atribuído como havendo sido realizado no Egito, na realidade refere-se ao período da Atlântida. Os conhecimentos imensos de Thoth que muitos julgam ser originários do Egito, na realidade, vieram da Atlântida, portanto os conhecimentos deixados por Thoth antecedem à civilização egípcia. 

    Num Ciclo de Civilização não se apresentam na terra apenas um único Avatar. Geralmente vêem a terra mais de um Grande Iniciador que tem origem divina. Na atual raça, a Ariana, houve alguns deles, sendo possivelmente Jesus o principal. Na realidade todos têm origem e Natureza Divina, por isso, em essência, todos são reflexos diretos de UM mesmo SER.

    Através dos séculos muitas organizações foram criadas com o nome de Ordem Hermética. Na realidade, com esse nome, existiram e existem ainda organizações sérias, dedicadas ao estudo dos Conhecimentos Tradicionais deixados por Thoth, mas que não necessariamente fundadas ou dirigidas por “Hermes”. Muitas organizações existem que se auto-intitulam “hermética”.  Algumas, na realidade, estudam um tanto de coisas ensinadas por Thoth, mas, em essência, não se trata daquela que descende diretamente das Escolas de Mistérios estabelecidas pelo Três Vezes Mestre.

    Existe, pois, uma Ordem essencialmente hermética[3] que proporcionalmente um pequeno número de pessoas a ela tiveram ou têm acesso. Ela não se anuncia, não faz qualquer tipo de divulgação pelo que é tida como a mais secreta de todas as ordens. Na realidade existe até o termo hermético, com o sentido de dizer que algo é totalmente inviolável, fechado. Algo hermeticamente fechado é algo inviolável. Esse termo tem sua origem no silêncio quase absoluto em torno de muitos conhecimentos, especialmente os históricos, científicos e metafísicos. Também muitas existiram e existem diversas que são inautênticas, que nada sabem realmente sobre Thoth; algumas vezes seus adeptos trabalham sabendo, ou mesmo sem saber para forças opostas, isto é, para a “conjura” ou para o “terceiro interesse” que intencionalmente visa o desvirtuamento dos ensinamentos sagrados.

    Podemos afirmar que a Ordem Hermética, que existe atualmente ativa simultaneamente com a Ordem de Melquisedec e Grande Fraternidade Branca.[4]

    São, pois, três ordens distintas que formam uma Trindade Esotérica Administrativa que responde por todo o desenvolvimento espiritual da humanidade.

 

[1] Na verdade a Atlântida citada por Sócrates foi a derradeira das civilizações que existiu num Continente submerso; muito antigo e que foi lar de várias civilizações. O continente, com mais de um milhão de anos, deu lugar a várias civilizações. A referida por Sócrates, e citada por Sólon, conforme afirmativa de um alto sacerdote de um Templo de Saís no Antigo Egito, foi a derradeira daquelas civilizações e a que submergiu há cerca de12.000 anos passados. Já antes, o Continente Atlântida passara por dois imensos cataclismos, muito distantes no tempo.

 

[2] A grafia Thot indica o escriba e Thoth , o Deus.

 

[3] A VˆOˆHˆ não é essa Ordem, mas um dos seus diversos ramos.

 

[4] Na realidade existem muitas organizações que se dizem Grande Fraternidade Branca, que se anunciam em revistas e outros meios de comunicação. Queremos dizer que ninguém deve proibir isso, mas convém afirmar que a G.F.B. é reservada, que quem diz não é, que quem é não diz, e muitos são e nem eles mesmos sabem que o são. Há muitas organizações que se intitulam de Ordem Pitagórica, de Ordem Céltica, de Ordem Templária, e outras. Isso é bom porque o conhecimento vai sendo ministrado para a humanidade, mas a quase totalidade não é oficialmente depositária dos conhecimentos da Tradição. Há muitas organizações que se intitulam de Ordem Hermética, mesmo porque a palavra “hermética” indica segredo. Há, pelo menos, três ramos autênticos do hermetismo oriundo dos ensinamentos de Thoth. Um deles é a V.'.O.'.H.'. cuja característica básica é trazer o conhecimento milenar e tradicional, exposto em linguagem atualizada, traduzindo os conceitos segundo uma visão científica. É uma organização que não faz proselitismo, que não tem sede física, nem diretoria, nem mensalidades, que através de certos ensinamentos busca abrir os canais de percepção para que a pessoa possa receber os ensinamentos mais reservados diretamente da fonte, sem ingerência de mestres ou equivalentes.