“A virtude não consiste na indigência, Muito menos na opulência, mas na Simplicidade da vida ”. Do caminho óctuplo – Buda

Importância dos Princípios Herméticos

 

Assim como é em cima é embaixo.

 

O que está expresso nesta declaração é um dos chamados Princípios Herméticos – o Princípio da Correspondência – e têm sido à base dos ensinamentos de Thoth e aceito como verdade fundamental pelas mentes conscientes.

.'.

Nesta afirmativa Thoth indica que o mundo objetivo é apenas um espelho do céu, ou seja, que os padrões existentes no mundo inferior são reproduções dos padrões do mundo superior, existindo, portanto, uma conexão íntima entre o divino e as formas exteriores que constituem o mundo imanente.

 

O imenso cabedal de ensinamentos de Thoth, em parte, é descrito numa obra conhecida pelo nome de Corpus Hermeticum.

 

No Corpus Hermeticum ensinamentos cosmológicos são apresentados sob a forma de diálogos entre Hermes - Thoth - e várias outras deidades egípcias, inclusive Ísis. Estudiosos mostram que se trata de um texto verdadeiramente original.

 

O conteúdo  mencionado, em sua maior parte, é composto pelo que Thoth escreveu sobre a polaridade do Universo definindo-o em termos de treva e luz,  mal e bem, e assim por diante. Ele faz ver a polaridade do mundo imanente, não no sentido de dualismo cósmico, isso está bem claro quando diz “... semelhante e dessemelhante são uma coisa só...”, significa exatamente o principio da polaridade.

.'.

Pelos ensinamentos de Thoth foram estabelecidas as bases que constituem os ensinos das várias organizações de estudos herméticos referentes à visão do mundo.

 

Realmente, a visão universal hermética tem muito em comum com a filosofia de Platão.

 

Indubitavelmente, para os antigos egípcios Thoth era “a personificação da Mente de Deus, o Mestre Supremo de Sabedoria. Essencialmente a religião dele era a Religião da Luz, como Luz era o Pai da Religião de Iluminação (os Mistérios da Luz e de um Nascimento Divino), assim era Vida, o cônjuge dele, a Mãe da Religião de Alegria” (TGH).

Nem todos os estudiosos, mesmo muitos que integram grupos de estudos direcionados,  chegaram à conclusão de que os Princípios Herméticos não são apenas simples condições inerentes ao mundo, ainda não se deram conta de que na realidade eles constituem a própria base de todo o Universo.

 

Certamente a “Árvore da Vida” da Cabala representa a planta arquitetônica de tudo quanto há no mundo da Imanência - o seu “modus faciendi”, enquanto que os Princípios Herméticos podem ser considerados como o “modus operandi”, ou seja, a manifestação da Lei.

 

Isso que estamos falando indica que os Princípios Herméticos manifestam-se segundo um modelo que é representado esquematicamente pela “Árvore da Vida” e não segundo um padrão aleatório. A  Árvore é o modelo de organização do caos, cuja distribuição ordena-se mediante desdobramentos da Lei manifestada consoante os princípios Herméticos.

 

Podemos considerar que em tese todos os princípios resumem-se em um só, desde que eles estão intimamente relacionados entre si, sendo difícil estabelecer o limite onde tem início um e termina o outro pois, geralmente, eles se interpenetram, e não poderia ser diferente pois existe apenas UM.

 

Inicialmente ao estudar os 7 Princípios Herméticos o discípulo não percebe o quanto eles significam, o quanto de conhecimentos  eles encerram. Não podemos afirmar o percentual exato, mas acreditamos que 99% de tudo quando se percebe no mundo imanente são manifestações ligadas ao Principio da Vibração. “Nada está parado, tudo se move, tudo vibra” - O Cabailion.

 

Obviamente, a vibração é a base de todo o Universo Imanente, de toda Creação. Na verdade, somente as manifestações daquilo que temos chamado em algumas palestras de “Faces do Poder Superior” é que não vibra, isto é para aqueles que conseguem penetrar no entendimento sobre o 9º Princípio, correspondente à “Nona Hora” mencionada no Nuctemeron de Apolônio de Tiana.

.'.

É pela vibração que a absoluta unidade de Deus manifesta-se na imensa variedade dos mundos. – Huberto Rhoden.

.'.

O limite das percepções faz com que a Mente aceite a existência de princípios independentes quando na realidade só existe UM.

.'.

Leis e mais leis são mencionadas pela ciência, mas todas se resumem apenas em uma.

 

Indubitavelmente vivemos na Terra imersos num oceano de vibrações que nos cercam por todos os lados, e isso tem grande significação em decorrência da ressonância vibratória. Quando estudamos algumas peculiaridades das vibrações nos temas iniciais falamos que nunca um som mantém-se isolado; qualquer som gera outro som.

 

Mesmo que apenas uma corda de um piano seja percutida não ocorre apenas à nota correspondente isoladamente, pois inúmeras outras cordas vibram em uníssono mesmo  que não sejam tocadas.

 

Isso que estamos falando não diz respeito somente a uma nota musical, mas a tudo quanto existe. Uma vibração qualquer ressoa num incalculável número de coisas existentes, e quando nos referimos a coisas estão incluídos também os seres vivos, em geral, e o humano em particular.

 

Precisamos  considerar que somos seres interagentes com todo o Universo, pois estamos sujeitos às leis que regem o movimento vibratório. Se nossa constituição física é material e matéria nada mais é do que manifestação vibratória, logicamente vivemos sujeitos às leis da ressonância vibratória.

 

Esta palestra é o preâmbulo de uma temática de imensa significação, mas que mesmo assim tem sido totalmente negligenciada pelas pessoas - o som.

© 2016 José Laércio do Egito. Criado e mantido por Filipe Lima.