"Todo aquele que duvida, mas examina é sábio; aquele que duvida sem examinar é medíocre ou fanático"

Manifestações Vibratórias na Natureza

 

TEXTO BÁSICO DO PRINCÍPIO HEMÉTICO DA VIBRAÇAO

 

Com esta palestra estamos iniciando uma série de temas visando esclarecer bem o que são vibrações e a sua participação em todos os fenômenos da natureza e também estudar uma série de fenômenos aparentemente estranhos, embora muito importantes, para todo aquele que deseja conhecer leis e princípios incomuns da natureza.

           

Visando uma boa compreensão daquilo que temos estudado até agora, e que nos propomos analisar em continuidade a esta série de palestras, é indispensável se ter conhecimentos básicos das vibrações e das leis clássicas que as regem. Por isto, mesmo considerando ser um assunto um tanto árido para quem está buscando apenas conhecimentos espirituais, ainda assim ele é essencial para que se tenha mais segurança nas proposições místicas. Esse embasamento científico torna os ensinamentos mais realísticos, pois, mostram que os fenômenos ligados ao mundo imaterial não são coisas isoladas, ou exceções na natureza operando à margem das leis naturais. Afinal VIBRAÇÃO é um dos 7 Princípios Herméticos.

           

Atualmente não se pode mais ignorar expressões como: ondas, freqüências, vibração, modulação; pois bastam ligar um rádio para se ouvir essas palavras. Ouvem-se expressões como “ondas médias" "ondas curtas", VHF, UHF, "Freqüência Modulada" ondas "hertzianas", Hertz, Kilohertz, etc.

 

 

 

 

 

 

 

 

Ilustração 1

            Os autores de livros de física usam o desenho de uma senóide par ilustração de uma onda vibratória. Para mostrar objetivamente os efeitos de uma onda vibratória podemos fazer uso de vários exemplos, sendo, talvez, o mais simples, a visualização da superfície de um reservatório de água sereno e no qual é atirada uma pequena pedra. Quando isto acontece ocorre então uma sucessão de ondulações concêntricas na superfície líquida. Suponha-se então que haja algo flutuando – flutuador – no com o qual as ondas formadas entrem em contato. Acontece, embora as ondas se propaguem do ponto de impacto para a periferia o mesmo não acontece com o flutuador. Ele não se desloca em direção à margem, apenas oscilará para cima para baixo movido pela onda. Admitamos hipoteticamente que o flutuador fosse dotado de percepção cognitiva. Neste caso mesmo estando circundado pelas ondas, ainda assim ele não se daria conta de estar dentro de um campo oscilatório a não ser que houvesse pontos de referência fora deste que pudessem ser usados como referenciais. O flutuador só teria ciência disto se além de órgãos detectores ele pudesse contar com pontos de referência para evidenciar, direta ou indiretamente, as suas posições sucessivas – oscilações. Quando o flutuador estivesse na crista de uma onda poderia perceber o referencial na margem do lago, e quando não, ele não seria notado. Haveria percepção sucessiva de avistar e de não avistar o referencial e assim o flutuador se daria conta de estar oscilando de cima para baixo ou vice-versa.

 

 

 

 

 

 

 

 

Ilustração 2

 

Nesta ilustração, o ponto de referência será visualizado somente quando o flutuador estiver na crista da onda e desaparecerá quando estiver no ponto inferior dela. Para o flutuador, o ponto de referência aparecerá e desaparecerá sucessivamente e ele não terá possibilidade de saber diretamente quem oscila, se é ele ou se é o ponto de referência.

           

Este exemplo serve para justificar a afirmativa de que o órgão objetivo, tão valorizado pelos positivistas, são falhos, incompletos, e por isto não merecem tanta confiança. No exemplo o que parece estar oscilando para cima e para baixo é o ponto de referência, quando na realidade é o flutuador.

           

Do exposto tiramos duas conclusões: A primeira é que uma ação sobre um meio elástico determina uma alteração na superfície. A segunda é que algo se transmite em forma de ondas do ponto de impacto para a periferia, capaz de determinar uma alteração em algo que esteja nesse campo de ondulações, mas que pode ou não ser registrado por ele.

 

 

 

 

 

 

 

 

Ilustração 3

           

Observando-se a figura veremos que a onda se repete de igual modo ao longo da corda. Vemos uma curva ascendente – fase positiva – até certo ponto de onde a linha começa a descer passando pelo plano de repouso e vindo até um nível inferior (fase negativa.) para retornar ao plano de repouso. Esse traçado se repete de forma cíclica ao longo da linha. A mais se pode colocar na figura, uma régua marcando a distância a ser percorrida pela onda. Então, se vê que desde a origem da curva ascendente – fase positiva – até o seu retorno ao nível inicial pelo lado de baixo – fase negativa – a onda percorre certa distância se chama “comprimento de onda”.

           

Colocando-se um outro elemento na escala graduação para representar o tempo se vê que a onda precisa de certo fluir de tempo para percorrer certa distância, para completar um ciclo. Neste caso se diz que a onda tem a freqüência de um ciclo por segundo – 1c/seg. Se a onda for agitada mais rapidamente acontecerá que mais ondas ocorrerão num segundo. No desenho abaixo 2 c/seg.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ilustração 4

           

O número de ciclos por segundo se chama Freqüência Vibratória.

           

Outro elemento que pode ser acrescentado ao gráfico é a amplitude de onda. Também se impondo uma maior força as ondulações ficam conseqüentemente mais pronunciadas. Há uma modificação da onda no tamanho das fases. Esta profundidade das fases é chamada amplitude de onda. A amplitude não depende do agitar maior ou menor número de vezes por segundo, mas da força – energia – aplicada para produzir a onda. Se a onda for agitada mais rapidamente haverá aumento da freqüência, mas, em conseqüência, concomitantemente haverá diminuição do comprimento da onda. Quanto mais cresce a freqüência mais diminui o comprimento de onda e quanto mais diminui o comprimento de onda mais aumenta a freqüência.

           

Outro ponto que merece destaque e que também deve ser salientado para referências futuras é o seguinte: Se abrirmos um piano e olharmos o conjunto de cordas, no momento em que uma corda é percutida, por exemplo, o dó central, ocorre a nota dó com 526 vibrações por segundo – freqüência de 526 c/s –, mas também se verá que algumas cordas também vibram sem haverem sido percutidas. Embora muitas cordas não hajam sido atingidas pelo martelete mesmo assim elas entram em vibração enquanto que outras permanecerão paradas. Este fenômeno chama-se Ressonância Vibratória. Há uma relação de ressonância entre certas freqüências produzidas pelas cordas de um piano, evidenciada pela vibração que surge em determinadas cordas quando uma delas é percutida. São ditas ressonantes as freqüências relacionadas entre si e chamadas também de freqüências harmônicas.

           

Sempre temos exemplos de ressonância e harmonização em torno de nós, como a vibração de certos objetos quando ocorrem trovões, explosões, ruídos fortes, etc., ocasião em que tudo, ou quase tudo, começa a vibrar, até mesmo dentro de nosso corpo. É certo que um trovão, ou uma explosão, quando ocorre o organismo vibra e então ocorre uma sensação especial resultante do corpo, ou parte dele, entrar em ressonância com o som produzido.

           

Voltemos para a ilustração 4 e mentalmente estendamos aquela linha de repouso infinitamente em ambos os sentidos. Inicialmente vamos analisar aquilo que a ciência oficial tem estudado e as conclusões a que tem chegado. Em um piano, se variando a freqüência graças às modificações impostas a uma corda, outras notas musicais são emitidas. Mas isso não é tudo, porque a variação na freqüência, isto é, do número de vibrações por segundo na faixa do som, atingirá um limite superior e um inferior em que os órgãos especializados não mais registrarão som algum. Visualizemos a ilustração com a linha de tempo prolongada nos dois sentidos e mentalmente observemos uma corda hipotética. Suponhamos que aquela corda fosse suscetível de sofrer modificações capazes de fazer variar a freqüência, de variar o número de vibrações por segundo. Inicialmente ajustemos as condições para que a corda quando percutida vibre uma vez por segundo. Não escutaríamos som algum, nossos ouvidos não detectariam qualquer som, mas se tacássemos na corda sentiríamos que ela estaria vibrando. Isto equivale a dizer que teríamos um registro pelo tato isto porque o ouvido não é o órgão apropriado para perceber vibrações de 1 c/s, mas o tato sim. Se a corda fosse tencionada de maneira que numa segunda batida ela vibrasse duas vezes por segundo ainda só haveria percepção por meio do tato, e assim seguidamente até se atingir 32 vibrações por segundo, ou seja, fazendo-se modificações de tensão na corda de tal forma a fazê-la vibrar num crescendo quanto ao número de ciclos/seg. Ao se atingir 32 c/s já o órgão da audição seria influenciado e as vibrações seriam identificadas também como som. O som mais baixo perceptível pela audição humana deve ter uma freqüência mínima de 32 c/s.

           

Chama-se faixa de onda, ou espectro, as vibrações compreendidas entre os limites vibratórios em que se situa um determinado fenômeno. Exemplo de 1 c/s até 32 c/s temos a faixa de ondas do tato – na realidade esse limite superior vai bem mais que 32 c/s. Em torno de 32 c/s tem início a faixa sonora – faixa correspondente aos sons audíveis. Em torno de 32 ciclos por segundo o ouvido humano começa a registrar os sons mais graves do espectro sonoro. Continuando a aumentar a tensão da corda – aumentando a freqüência vibratória – acontecerá que ao ser atingida quando a corda oscilar 526 vezes num segundo então será ouvido exatamente o dó central do piano, também chamado de “dó básico”. Progressivamente aumentando a tensão da corda outros sons vão surgindo até que seja atingido o limite de 16.000 c/s, ou seja, quando a freqüência vibratória for de 16.000 c/s. Assim se diz que a faixa de onda do som se situa entre os limites de 32 c/s e 16.000 c/s – a faixa sonora, ou espectro sonoro. Os órgãos adequados para a percepção dentro desses limites são o ouvido e o tato. Neste ponto vale a indagação seguinte: SE o ser humano não dispusesse de um órgão adequando – audição – para registrar as vibrações dentre de faixa, seria lícito se negar que algo pode ocorrer dentro dela. Sem o órgão da audição e do tato para registrar as vibrações compreendidas entre os dois limites citados, se poderiam dizer que o fenômeno som não existia?

           

É interessante notar que naquela faixa mencionadas os dois órgãos podem perceber uma mesma freqüência embora as sensações variem conforme eles, daí se deve considerar que a maneira como algo é conscientizado depende do órgão utilizado. Da forma como o ser humano dispõe de dois órgãos – ouvido e tato – efetiva para uma mesma faixa, teoricamente poderia ter nenhum, mas nem por isto os fenômenos acústicos inexistiram. Os limites mencionados para o som variam um pouco de uma para outra pessoa. Assim o limite máximo de 16.000 c/s para os sons é um tanto relativo, pois há quem ouça um pouco além, ou aquém, deste limite. Entre espécies diferentes esses limites podem ser bem diferentes. O cachorro, por exemplo, registra sons até um limite de 25.000 c/s. Como o ser humano não registra sons além de 20.000 c/s é lícito se negar que os cães ouvem sons que nós humanos não ouvimos? Realmente eles ouvem até o limite de 25.000 c/s e isto pode ser comprovado por experimentos de fisiologia animal.

           

Continuemos tencionando a "corda" de modo a aumentar ainda mais as vibrações, até ser atingida a faixa compreendida entre 16.000 c/s e 60.000.000.000 c/s. – evidentemente isso não é possível de ser conseguido com uma corda metálica, mas é possível fazendo-se vibrar certos diapositivos eletrônicos e cristais especiais. Assim a freqüência atinge o limite da chamada faixa de rádio freqüências ou de freqüência eletromagnéticas. Nesta faixa estão situadas todas as emissões de rádio que para detectá-las os seres humanos não dispõem de um dispositivo fisiológico apropriado, contudo a técnica criou dispositivos capazes de produzir tais freqüências como também de detectá-las – rádio emissor e receptor.

           

Estamos sempre envoltos por milhões de emissões nessa faixa de ondas, mas se não dispusermos de um aparelho de rádio para tornar audíveis aquelas vibrações nada pode ser percebido, embora as mensagens continuem e a nos envolver.

           

Não são unicamente as emissões produzidas por dispositivos criados pelo homem que ocupam essa faixa. Existe uma infinidade de emissões naturais oriundas dos gases quentes do espaço, de estrelas, do hidrogênio interestelar, de vários corpos especiais do espaço. As emissões nesta faixa de ondas sempre existiram, mas somente neste século foi que o homem tomou conhecimento delas a partir do momento em que criou dispositivos capazes de efetivar a detecção de tais freqüências. Indagamos agora: Por acaso elas inexistiam antes independentemente do homem registrá-las ou não?

           

Na faixa de vibrações compreendida entre 60.000.000.000 c/s e 2.000.000.000.000 c/s a ciência praticamente nada sabe do que ocorre nela. Desconhece tudo nessa faixa, mas nem por isto se pode negar a possibilidade de que inúmeros fenômenos existem exatamente dentro daqueles limites. A partir de 2.000.000.000.000 c/s até 281.000.000.000.000 c/s o organismo volta a dispor de órgão capaz de detectar algo. Novamente o tato que é capaz de registrar vibrações, mas agora sob a forma de calor. A partir desse limite até 2.251.799.813.248 c/s o homem também dispõe de órgão adequado para registro, que é a visão. Nas freqüências mais baixas dessa faixa se situa o vermelho e nas mais altas o violeta. Assim, as chamadas cores nada mais são do que vibrações, apenas tendo como diferenciação única à diferença de freqüência. A variação do número de vibrações por segundo do dispositivo emissor é que determina a diferença entre uma cor e outra. Segue-se a faixa ultravioleta – não perceptível pela visão, mas sim por dispositivos científicos. Seria justo negar o ultravioleta se alguém anunciasse a sua existência, antes da ciência haver construído um dispositivo para detectá-la?

 

Em faixa cima do ultravioleta estão as vibrações dos átomos de todos os elementos químicos conhecidos. Um elétron, por exemplo, é algo vibrando a 1027. Ferro é ferro porque algo vibra numa determinada freqüência para que ele tenha a sua estrutura característica. O alumínio é tal, porque os seus átomos vibram em um padrão próprio do alumínio, e assim por diante. Isso se repete para todos os elementos químicos e como toda a matéria do universo é resultante de combinações daqueles elementos, podemos conseqüentemente concluir que toda estrutura material é tão somente vibração. O único elemento que ocasiona a diferenciação entre as diferentes coisas é tão somente a freqüência vibratória. Disto se deduz que a matéria ocupa também uma faixa vibratória. A matéria é resultado de vibrações, assim como tudo quanto existe.

 

Na progressão de freqüências, além do limite da vibração da matéria ocorre o espectro das emissões de Raios X, de raios gama, de raios cósmicos, etc. Assim, se aquela corda teórica fosse passível de vibrar em todos os limites haveria no início da escala as sensações táteis, seguindo-se as ondas sonoras, as luminosas com as diferentes cores, as estruturas materiais, as radiações ionizantes, etc.

           

Tudo aquilo que atinge os órgãos sensoriais, tudo aquilo que se manifesta e se faz ciente no cérebro, toda e qualquer percepção objetiva, chega sempre em forma de ondas que têm como única diferenciação tão somente a freqüência vibratória. Assim, a única diferença entre todas as manifestações do universo é dada unicamente pela variação das freqüências. Qualquer coisa só se manifesta graças às vibrações que são produzidas por algo – emissor – propagadas por um outro elemento – o meio elástico – e registrado, analisado e conscientizado por um outro elemento – receptor consciente.

 

EMISSÃO - > CONDUÇÃO - > CONSCIENTIZAÇÃO

 

Voltando-se à análise gráfico – ilustração 3 – e prolongando ilimitadamente para ambos os lados, então se podem representar as vibrações correspondentes a tudo quanto há no mundo. Procedendo deste modo uma coisa se torna evidente: Existem incontáveis lacunas, faixas e mais faixas de freqüências em que nada é registrado no que diz respeito a tudo que temos ciência no universo. Procedendo deste modo uma coisa se torna evidente. São localizações possíveis para faixas e mais faixas de freqüências onde nada ainda foi registrado pelo homem. Naquelas faixas não existe ainda qualquer dispositivo criado, ou sentido fisiológico humano, capaz de detectar algo, sob qualquer forma. Assim, novamente a indagação anterior: É lícito se negar "a priori” a possibilidade de que uma infinidade de fenômenos ocorra naqueles faixas e que apenas não se tem conhecimentos deles unicamente por carência de detectores adequados?

 

Veja-se o que já aconteceu depois que a ciência começou a examinar uma série de fenômenos psíquicos que antigamente eram da alçada dos místicos. Referimo-nos aos fenômenos parapsicológicos, também chamados ESP. Esses fenômenos estudados deram origem a uma ciência atual, a parapsicologia.Embora as pesquisas neste campo ainda estejam engatinhando, já ficou comprovado – embora não explicado – alguns fenômenos antigamente tidos como absurdos. A telepatia, a telecinesia, a premonição, a psicometria, o campo bioenergético – detectado pela fotografia Kirlian – e outros são alguns deles. É a própria ciência quem tem identificado as faixas vibratórias onde aqueles fenômenos ocorrem e assinalado no gráfico das vibrações, fenômenos que se situam numa faixa extremamente elevada de freqüências.

           

Chegamos ao ponto em que podemos fazer uma série de interrogações partindo da assertiva de que a ciência conhece como limites deste gráfico de vibrações - teclado cósmico – a freqüência máxima de 4.611.686.018.427.387.904 c/s, embora já se fale nos meios científicos de ondas ainda mais elevadas, assim como de ondas bem menores do que a freqüência de l c/s. Contudo ela ainda desconhece o que ocorre numa série imensa de "vazios", de "lacunas" dentro dos citados limites. Se nada se sabe do que ocorre ou existe fora desses, então é justo negar que muitos dos chamados "fenômenos sobrenaturais" sejam eventos resultantes de vibrações situadas naquelas lacunas? Quantos fenômenos psíquicos ignorados e ridicularizados pela ciência há algumas décadas vieram a ser comprovadas e localizadas em faixas de freqüências em que antes a nada era conhecido. A telepatia, tudo indica, é veiculada por ondas superiores ao limite que citamos antes; igualmente também as ondas de gravidade[1].

           

Se o homem, única estrutura que o positivismo admite ser dotado de consciência, é um aglomerado de substâncias diversas – que nada mais são do que vibrações da faixa da matéria – porque então em outras faixas não podem operar outras formas conscientes que disponham de órgãos adequados para isto?

           

Na medida em que presumíveis faixas supostamente vazias foram sendo analisadas foram sendo colocadas nelas, como num jogo de armar, os fenômenos que até então eram negados e tidos como irreais, ou, na linguagem dos senhores da ciência, "absurdos da cabeça de místicos visionários e ignorantes".

           

Vivemos mergulhados em um campo de vibrações imenso composto por todas as freqüências possíveis embora sem que tenhamos consciência objetiva disto. É justo se negar que algumas mentes podem detectar certas emissões que outros não podem? Se a hipótese de que em outras faixas de vibração podem se situar outras formas conscientes, é válido se negar, sem discutir ou estudar, a possibilidade da mente de alguns indivíduos poder detectar as emissões psíquicas oriundas de outras faixas do "Teclado Cósmico de Vibrações?” É correto se duvidar de que um outro mundo pode existir e ter suas leis operando em outras faixas vibratórias? O nosso mundo sensorial tem suas leis e seus fenômenos próprios assinalados em algumas faixas do teclado cósmico, por qual razão duvidar de que em outros pontos, em outras faixas, possam existir outros planos? Cada coisa tem um comportamento próprio de conformidade com a faixa que ele vibra. As cores têm características próprias e diferentes dos sons, estes são diferentes em muitos aspectos das ondas de rádios, estes da matéria, e assim por diante,m, mas todos existem.

           

Por que acreditar que somente nas faixas conhecidas é que se situam os fenômenos da consciência e não em todas as outras? Por que não podem existir expressões de consciência em estruturas totalmente diferentes da nossa? - Para se ter certeza de que tais consciências inexistem seria necessário que se conhecessem todas os fenômenos ligados à totalidade do eixo de vibrações e assim se poder dizer “aqui começa e ali termina a linha ao longo da qual se pode estabelecer o gráfico completo das vibrações” – Teclado Cósmico das Vibrações – e de extremo a extremo já se conhece tudo. A ciência conhecendo apenas parcialmente o "Teclado Cósmico" quando nega alguma hipótese em torno de outros níveis de consciência, e de inúmeros outros fenômenos comporta-se tal qual os cegos da "estória dos cegos e os elefantes". Certa feita quando um Rajá foi visitar uma cidade e para diverti-lo foi apresentado um grupo de cegos em que cada um deveria descrever um elefante. Acontecera que antes, a um primeiro um dos cegos fora mostrado como sendo um elefante apenas o olho, a outro a orelha, a um outro o dente, a outro a tromba e assim sucessivamente. No momento em que eles tiveram que descrever o animal para o Rajá a confusão foi tremenda e acabou eles lutando entre si porque cada um discordava da descrição dos demais a respeito do que era um elefante.

           

Por que duvidar de que acontecimentos de natureza psíquica existam operando em faixas especiais de vibrações e que uma mente adequadamente preparada e "dotada" fisiologicamente possa entrar em sintonia, possa se harmonizar com essas vibrações precisas, entrar em ressonância vibratória e conhecer a natureza e as ocorrências que tenham existência em outras faixas de freqüências?

           

Se, sabemos que existe a ressonância, por que razão duvidar de que emissões psíquicas de estados interiores como o ódio, o amor e tantos outros, não sejam passíveis de se propagar por algum tipo de onda e interferir ou até mesmo transferir suas qualidades para outras mentes que vibrem em freqüências ressonantes?

           

Afirmamos que os dispositivos mecânicos são os mais adequados para a exploração de grande parte do "Teclado Cósmico", mas para muitas faixas os dispositivos biológicos são sem dúvidas os mais eficientes, pois o cérebro é o mais completo conversor de freqüências de que se tem conhecimento.

           

As potencialidades psíquicas são enormes e o que nos cabe fazer para conseguirmos detectar algumas faixas é promover a harmonização de nossa mente, fazermos com que ela entre em ressonância com as freqüências adequadas.

           

Finalizando devemos salientar que o assunto aqui tratado embora pareça algo sem grande interesse para o estudo do misticismo, na realidade ele é essencial para que a pessoa não venha a cometer erros de apreciação diante de muitos fenômenos e para poder entender a natureza do universo. Se o universo é resultante de um fenômeno vibratório, para entendê-lo é mister ter, pelo menos noções básicas, de mecânica ondulatória.

           

O misticismo envolve-se muito com os fenômenos psíquicos e estes são eventos dinâmicos regidos por leis de mecânica ondulatória, tanto assim que ainda virá surgir um ramo da ciência que estabelecerá as relações entre a mecânica ondulatória e a psicologia.

           

É pelo estudo das vibrações que muitas condições psíquicas e também até a própria natureza do Universo podem ser entendidas, conforme veremos no transcorrer destas palestras.

 

É importante que se compreenda que a mente é universal, que só existe uma consciência única, mas que se apresenta individualizada, enclausurada e que quando se apresenta o faz através de miríades de formas. O enclausuramento da consciência é feito pelo envolvimento espiritual que promove a diminuição da clareza. Assim ela está presente em todo "Teclado Cósmico" em todas as faixas de freqüências. Sendo assim é possível se entrar em sintonia com outros níveis vibratórios, por isto é fundamental que a pessoa procure o estabelecimento de sintonia com as ciosas positivas da natureza.

 

 

 

[1] Para alguns as ondas de gravidade se situam aquém do limite de 1 c/seg.

© 2016 José Laércio do Egito. Criado e mantido por Filipe Lima.