Multiplicidade das Formas de Existência

“Tudo muda, tudo passa

Multiplicidade das Formas de Existência

Chegamos a um ponto bem importante deste estudo, pois já temos condições de perceber que, para uma personalidade poder se manifestar ela precisa de uma estrutura adequada, isto é, de um corpo físico que, por sua vez, requer um ambiente material, ou seja, um planeta. Por isso a personalidade e a estrutura têm que guardar certas relações no curso da evolução. Na terra, se não houvesse ocorrido a evolução da matéria biologia até certo nível, a personalidade humana não poderia se manifestar por falta de um corpo adequado, e nem ao menos se estabelecer por falta de um planeta, ou de algo equivalente. Posto assim, fica claro que, visando compreender a evolução dos seres e dos mundos, deve ser estabelecido um paralelismo entre o desenvolvimento deles e o planetário.

O homem, tal como o consideramos, não poderia existir como tal num planeta ainda nebuloso, gasoso, nem sequer num totalmente líquido, e esta é uma das razões pela qual foi preciso que a terra primeiro evoluísse estruturalmente para poder servir de palco para a existência do ser humano - estrutura biológica. Por outro lado, há seres que mesmo individualizados não precisam de um mundo material, como, por exemplo, um Devas. Ele tem individualidade, mas como não tem corpo físico, não precisa de um planeta denso como este em que vivemos para desempenhar o seu papel na existência.
Em nosso nível a terra serve de palco tanto para seres individualizados quanto para não individualizados. Por exemplo, a terra densa serve de palco tanto para muitas linhagens de seres placentários, entre estes os humanos, quanto para muitos tipos de aplacentários, como os insetos, aves, os micro-organismos, etc. Mas, mesmo assim não se pode dizer que um planeta como a terra se preste ao desenvolvimento de todos os seres mencionados em todas as fases evolutivas de existência. Um determinado estágio do desenvolvimento da personalidade pode requerer condições que a terra não tenha ainda, mas que existe numa outra esfera, ou mesmo num dos outros patamares da natureza sétupla. Como cada coisa é sétupla, há sete terras assim sendo um ser que ainda não atingiu, ou que já ultrapassou o patamar da humanidade biológica, ele pode ter como meio ambiente a própria terra, mas em um dos seus outros “corpos” da sequência sétupla. Nossa fase evolutiva como ambiente a terra no nível de matéria densa, um dos sete níveis considerados.

Consideremos que, mesmo tendo em vista o nível denso, um planeta não é estático, ele é uma estrutura dinâmica em que um grande número de possibilidades existe, um número variável de condições ambientais, determinadas condições geológicas, atmosféricas, etc. Por isso, na própria terra densa, houve e ainda haverá muitos tipos de ambiente. Naturalmente também as personalidades mudam, assim houve etapas em que elas precisaram de fases ambientais diferentes da atual e por certo no futuro precisarão de outras. Esta é a razão pela qual existiram e existirão as raças mencionadas por algumas doutrinas, especialmente aquelas que têm como base a Doutrina Secreta.
Os Grandes Mestres têm ensinado sobre o desenvolvimento dos mundos e das raças, mas mesmo assim ainda restam dificuldades de entendimento por parte de muitas pessoas que não compreendem o modo como esse processo ocorre, bem assim a razão pela qual ele ocorre. Este é um assunto que iremos estudar nos temas seguintes.

Recapitulemos o que dissemos a fim de tornar ainda mais claro o assunto visando tornar o mais fácil possível o entendimento da evolução das raças. Um planeta, como tudo o mais que existe no mundo imanente, tem 7 níveis dos quais somente um pode ser considerado denso. Mas, os Mestres afirmam que existem seres em todos eles, ou seja, em todos eles o Logos se manifesta como vida. Esta manifestação, tal como acontece no plano denso, tanto pode ser de forma individualizada quanto não individualizada, personalizada ou não personalizada. Este nosso plano está repleto de individualidades, mas também de coisas que não são individualidades, mas que mesmo assim apresentam um Logói. O mesmo acontece nos demais planos da sequência sétupla.

A pessoa quando toma conhecimento dessa multiplicidade imensa da existência, num primeiro momento se sente até mesmo confusa diante do incomensurável número de formas de existência, mas, na verdade é assim, as expressões de vida são em número incalculável.

A ciência oficial está chegando à conclusão de que algumas doutrinas afirmam que vida humana exatamente como a nossa, mesmo considerando-se os sete planos e o número estonteante de corpos celestes, ainda assim ela só existe aqui na terra. Não estamos podendo afirmar que seja assim, mas é possível, pois cada planeta tem suas condições peculiares adequadas à uma determinada fase da evolução da personalidade. O que não se pode dizer é que individualidade só existe na terra. Com certeza existe um número incalculável de individualidades, consequentemente pertencentes à linhagem humana, mas não necessária e exatamente da espécie humana que existe na terra. Para se estabelecer uma afirmação é necessário se precisar exatamente o que se entende por pessoa humana.

Diante da vastidão dos mundos siderais, do avassalador número de planetas possíveis, vemos que a espécie humana existente na terra se desdobra em diferentes tipos raciais, como, por exemplo, a raça amarela, a branca, a negra, etc. Todas são humanas, mas não exatamente com as mesmas características. Há características comuns a certo número constituindo grupos que não se prestam para caracterizar outro grupo. Isto indica que, embora sejam todas da raça e espécie humana, ainda assim se separam em variedades diversas. Se num mesmo planeta e numa mesma época acontece isto o que dizer em se tratando de seres da linhagem humana que habitam outros planetas? Há grande possibilidade de que, embora humana, os seres de outros planetas sejam bem diferentes dos da terra. Também isto pode ser constado aqui mesmo na terra nas diferentes eras. O homem primitivo era tão humano quanto nós, mas mesmo assim as suas características eram muito diferentes.

Na espécie humana, muitas raças desapareceram, ou foram substituídas por outras, tal como também aconteceu com os seres aplacentários. Quantas são as espécies que já existiram e que se tornaram extintas? - A paleontologia registra muitos milhares de animais que atualmente não mais existem, mas cujos restos ainda existem fossilizados comprovando sem sombra de dúvida que eles realmente existiram por longos períodos na terra. Ao mesmo tempo podemos indagar quantos outros ainda surgirão. Isto mostra que a vida quer seja humana, ou não, ela não se apresenta estática e sim dinamicamente. Esse dinamismo é que faz com que a vida se apresente na terra como se esta fosse um palco em que a cada momento os atores e os cenários mudassem.

No mundo imanente tudo quanto há nasce, evolui e se extingue. Trata-se do ciclo de vida e morte de tudo quanto há retratando assim a atuação dos três poderes: Brahma - Vishnu e Shiva.

Concluindo esta palestra diremos que a evolução dos planetas se faz de forma tal que normalmente eles atingem diversas fases e cada uma delas é ideal para o desenvolvimento de uma fase evolutiva da personalidade alma. A terra atual é propicia ao nível da personalidade humana que a povoa. Como o planeta evolui, ele atinge sucessivamente fases que se tornam inadequadas para um determinado tipo racial e favorável à outra raça que atingiu um nível de desenvolvimento propício. Quando essa alteração é uma tanto brusca pode então correr substituições maciças, constituindo isto aquilo que chamam de “ondas de vida”.

Cada fase de desenvolvimento planetário ou humano acontece mediante leis físicas definidas, mas como em tudo há uma direção, seres que orientam as pessoas diante dos processos transformativos. Estes seres são os Avatares das eras. Esses seres podem ser responsáveis por um ciclo do desenvolvimento de uma raça, de uma espécie, ou mesmo de um sistema planetário. Assim como qualquer um de nós pode ser guia de algumas pessoas, também há os que são guias de milhões, ou de bilhões de seres. Via de regra, são entidades que já vivenciaram no passo o tipo de existência que vivenciamos agora, ou também expressões de consciência cósmica.

No Universo existem incontáveis linhagens de seres conscientes, dotados de discernimento, mas que não têm estrutura material, por isso considerados não biológicos.