O Mundo dos Elementais

“Somente quando aprendemos
a controlar as nossas paixões,
conseguimos controlar o que
criamos”.

O Mundo dos Elementais

Nos temas anteriores mostramos que existe uma relação entre os elementais da natureza e a personalidade humana e a partir desta palestra faremos um estudo sucinto dos elementais.

A consciência Cósmica se espraia em uma sucessão de sete níveis e a partir de cada nível outros sucessivos desdobramentos sétuplos formando uma rede constituída de incontáveis possibilidades.

Existem sistemas e doutrinas místicas que estabelecem denominações para essa plêiade imensa de desdobramentos sucessivos o que acabam em classificações muito complexas em decorrência do enorme emaranhado de formas de consciência existentes no Universo.

Vamos inicialmente usar uma analogia para facilitar o entendimento desse assunto. Pensemos numa linha de transmissão de eletricidade desde a hidroelétrica até o circuito de um instrumento delicado. Da fonte, da hidroelétrica, até chegar ao microcircuito a corrente passa por várias estações rebaixadoras. Sai por exemplo com 330.000 volts e através de algumas estações rebaixadoras chega à intimidade de um aparelho com alguns microvolts apenas. Nas estações rebaixadoras existem instrumentos e pessoas especializadas operando os instrumentos necessários. Não é preciso que se saiba o nome de cada funcionário, e de cada instrumento existente nas estações rebaixadoras, pois o que mais interessa fiz respeito ao que ocorre no ponto terminal. Conhecer detalhes de alguns dos níveis rebaixadores tem significação, mas não são todos.

A analogia serve para o entendimento dos mundos e reinos da natureza. Podemos dizer que a consciência emana de uma Fonte Universal com uma inconcebível intensidade e que para atuar ao nível da matéria densa ela tem que se adequar devidamente às limitadas condições do mundo material. Ela se projeta desde a Fonte Cósmica até chegar ao nível da matéria densa em com um nível pouco intenso. Em outro palavras a consciência que parte da Fonte cósmica tem que sofrer uma tremenda redução de intensidade para que possa ser adequada ao mundo material. Assim sendo, para que a consciência possa agir no mundo denso ela tem que ser atenuada. Essa atenuação se faz em sete níveis, ou seja, (sete estações rebaixadoras incluindo a Fonte Original).

Algumas doutrinas usam a denominação de grande reino para cada nível intermediário, enquanto que outras chamam de mundos. Assim vamos encontrar citações de Mundo dos Deuses, Mundo dos Arcanjos, Mundo dos Anjos Divinos (Mundo Angelical), Mundo dos Devas, Mundo Elemental e Mundo da Matéria Densa (Mundo material).

Não há uniformidade quanto à classificação desses mundos. Apenas julgamos importante que se saiba que, de forma ampla, existem sete níveis de manifestação da consciência no Universo, e que se conheça algumas delas, das suas peculiaridades no que diz respeito ao papel que exercem e de como o fazem. Acreditamos ser importante o estudo somente daquelas formas de consciência que mais diretamente estejam ligadas a nós e ao mundo que nos cerca por isso deixaremos de lado uma infinidade de nomes de categorias de elementais e outras formas de manifestação da consciência.

Antes de adentrarmos nesse estudo queremos lembrar que tudo aquilo que existe nos quatro níveis inferiores da sequência sétupla da criação apresenta-se sempre dotado de alguma forma. Em outras palavras, as formas de existência, seja de que natureza for, nos 4 níveis mais inferiores têm ou se apresentam com alguma aspecto peculiar, quer seja definido ou mutável. Somente as manifestações diretas do Poder Superior é que não têm forma mesmo nos planos inferiores. Exatamente aquilo que chamamos “As mil e uma faces de Deus”.

Essas faces são manifestações do Poder Superior e que se caracterizam por atender a pelo menos três condições essenciais: Omnipresença, Omnisciência e Omnipotência. Mas existem outras características e entre estas exatamente a manifestabilidade nos mundos inferiores sem forma. O Tempo, por exemplo, que é uma dessas faces não se apresenta com forma, também o espaço, o Querer, o Amor e tantas outras. Essas características diretamente do Poder Superior, se manifestam através de algo inerente à criação sem o que não são passíveis de detecção. Que forma tem, por exemplo, o Querer, que forma tem o tempo, que forma tem o espaço, etc. ? Disto podemos tirar uma ilação deveras significativa.

O PODER SUPERIOR SÓ SE MANIFESTA ATRAVÉS DA CRIAÇAO.

Assim é que no mundo material não são somente as coisas densas têm formas, também as não densas o têm. A eletricidade aparentemente não tem forma alguma, mas quando ela se manifesta o faz sob a forma de centelha, de raio, e estes têm uma forma própria. Sabemos que uma centelha tem uma forma, um raio, por exemplo, também tem uma forma alongada em zig-zag, e assim por diante. Desta maneira não é de se estranhar os videntes e místicos afirmarem que todas as expressões de consciência nos planos inferiores são dotadas de formas. Por esta razão os Hindus denominam de rupa os quatro planos inferiores da existência.

Nos níveis inferiores tudo se apresenta com alguma forma, detectável sensorialmente ou não, sempre alguma forma se faz sentir. Assim é que os objetos sólidos têm forma, os líquidos e os gasosos tomam formas, uma chama de fogo tem forma, um raio tem forma, uma centelha elétrica tem forma e até um fantasma também tem forma.

Por esta razão as forças da natureza, as manifestações da consciência quando nos planos inferiores apresentam-se com formas especiais. Por isto os elementos da natureza (elementais) são percebidos com determinadas formas igualmente os Devas e os Anjos.

Somente nos três níveis superiores ( arupa = sem forma ) é que a consciência se expressa sem forma definida, quando são percebidas o são como um foco de luz sem forma definida.

Esses comentários visam preparar a o discípulo para que não se sintam chocados ao ouvirem referencias quanto a aspectos e formas dos elementais da natureza.

A primeira consequência dessa condição da existência de formas nos seres dos planos não materiais é que as pessoas são levadas a pensam que uma forma elementar é um ser tal como se fosse uma pessoa. Na realidade é um tanto diferente, um gnomo existe e é uma expressão de consciência, mas algo totalmente de um espírito.

Um espirito, como já dissemos em palestra anterior, é um quanto de energia dotada de consciência e individualidade, mas diferente de um elemental, de um gênio ou de um Devas, etc. Um elemental é uma manifestação da consciência no sexto nível, um Devas uma manifestação no quarto, um anjo do quanto. Com isto não estamos dizendo que um espirito projetado no plano astral, (sexto nível) seja um elemental, ou que no terceiro seja um Devas, e no quinto um Anjo e assim por diante.

O mundo próprio do espirito encarnado é o mundo material e sendo assim desde a Fonte até o plano material ele apresenta-se com uma estrutura sétupla, do corpo físico até a Centelha existem mais cinco corpos intermediários, mas esses corpos não são nem Elementais, nem Devas, nem Anjos e nem Arcanjos, etc. e sim apenas corpos intermediários, ou seja, envoltórios do espirito propriamente.

Um elemental é uma expressão de consciência do sexto mundo, não integra o sétimo mundo, da mesma maneira um Devas não é um espirito vivenciando o quinto plano, ele é uma expressão de consciência com existência própria naquele plano, mas não pertencem a natureza humana. O mesmo se pode dizer dos Anjos .

Devas, Anjos, etc., são seres que exercem os mais diversos papeis na administração das forças Cósmicas no Universo, assim sendo tanto podem exercer atividades relacionadas com os seres humanos quanto com os vegetais, minerais, etc.

Todas as coisas formas de existência no Universo tem uma forma qualquer de expressão de consciência que em muitas situações apresenta-se com formas. Em todos os elementos básicos existem forma de consciência assim também em todas as subdivisões possíveis dessas formas básicas.

É erro se julgar que a consciência no universo manifesta-se somente como o faz nos seres humanos. A variedade de manifestações de consciência é imensa, em algumas situações ela se apresenta apenas como forças, como ocorre com referência aos gênios, espíritos da natureza, seres estes que nem ao menos têm individualidade. Também ocorre o inverso, há manifestações de consciência que se apresenta com mais clareza que nos seres humanos, como acontece com os Devas, os Anjos, os Arcanjos, etc. e numa condição intermediária os Elementais.

É comum haver um equivoco quanto ao significado de elementais e espíritos da natureza cujos representantes mais conhecidos são as fadas, os elfos e os duendes. Embora estes sejam considerados elementais mesmo assim diferem fundamentalmente daqueles inerentes aos quatro elementos (salamandras, silfos, Ondinas e Gnomos) por personalidade definida os elementais propriamente possuem características genéricas. Por exemplo, uma salamandra (elemental do fogo) é idêntica a todas às outras, não existem entre elas eus individualizados, enquanto cada Devas do Fogo tem sua individualidade própria.

Os elementais retratam padrões energéticos básicos, mas não são meros símbolos ou conceitos como querem fazer crer alguns estudiosos. Na realidade os elementais são forças vitais atuando no seio da natureza.

Mesmo tendo certo grau de individualidade não se deve pensar que um elfo, uma fada e tantos outros são seres idênticos à uma pessoa. Na realidade são formas de consciência individualizadas mas não personificadas, seres com características que as diferenciam de um espirito, mas nem por isso se pode dizer que não existem.

As formas de consciência mais próximas do mundo denso são genericamente chamadas de elementais, mas entre estes há inúmeros grupos com denominações próprias. Os que atuam no elemento fogo são denominados salamandras, os que atuam no elemento ar são os silfos, os que atuam no elemento água ondinas e os que atuam no elemento terra são os gnomo.

Vejamos agora o seguinte; no elemento terra há os minerais, há os vegetais, e todos têm elementais genéricos. Mesmo que o reino vegetal seja considerado elemento terra os elementares a ele ligados recebem nomes genéricos, assim existem muitos subgrupos de elementais. Indo ainda mais longe consideremos o seguinte: Se uma árvore tem consciência por certo tem também um elemental que em essência é a manifestação da consciência inerente à ela. Aí é que algumas doutrinas se emaranham quando tentam atribuir nomes para cada elemental. Isto na realidade não tem importância prática alguma, sendo assim é bastante que saibamos que a consciência existe em todas as formas da Criação e que e que existe uma hierarquia administrativa.

Diante da impossibilidade de denominar todas as expressões de consciência existentes na natureza basta que conheçamos aquelas que mais diretamente estão relacionadas com os seres humanos.

“Elementais são seres da terra, do ar, do fogo e da água, espíritos da natureza que servem a Deus e ao homem nos planos da matéria cuja função essencial é construir e preservar o plano físico”.

Mesmo ligados a um aspecto não humano da natureza os elementais podem se afeiçoar e até mesmo auxiliar o homem. Um elemental relacionado com os vegetais pode favorecer a agricultura de uma determinada pessoa, mas também pode dificultar conforme seja o sentimento reciproco. Isto se explica porque os elementais, mesmo sendo consciências não envolvidas em pecados, mesmo assim não estão isentas de alguns sentimentos pois pertencem a um plano contíguo ao mundo terreno, um dos mundos inferiores. O astral em que se situam os elementais vibratoriamente não está distante do mundo material, é apenas um nível acima da terra e nesse nível há sentimentos negativos o que não acontece nos mundos superiores, como por exemplo, no Mundo Angelical, onde apenas aflora o Amor Divino.

Os elementais são forças na natureza guiáveis que executam os decretos do karma através dos elementos da natureza tais como tempestades, incêndios, tremores de terra, das fomes, pragas, epidemias e até mesmo guerras. Vemos isto mencionado na própria Bíblia no Livro de Jashes LXXX, 19-22 onde é mencionado que uma das pragas infligidas por Moisés ao faraó foi o Sulanuth, categoria particular de elementais. Vemos que os elementais destruidores em casses atuam num ou noutro sentido conforme são comandados, o mesmo que acontece com os gênios.

Na Cabala os elementais são citados e d no mundo Asssiah. Também são citados como elementais os Klippoth genericamente chamados Shedim constituídos em quatro classes.

Acima do Mundo dos Elementais situa-se o mundo dos Devas. Os Devas têm qualidades bem superiores aos elementais têm clareza de consciência bem maior embora ainda estejam distantes dos mundos dos Anjos, dos Arcanjos, e dos Querubins.

Muitos místicos referem-se a esses três mundos como um só e denominam de mundo dos Devas. Igualmente chamam de Devas a todas as formas de consciência que neles atuam.

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Notas explicativas:
1-Eis uma das razões pela qual o Poder Superior teve de criar para poder se manifestar. ELE só se faz sentir através das coisas. Esta afirmativa deve ser usada em imediato pois as conclusões levam a compreender a razão da existência do Universo.
2-Estamos nos referindo a anjos no sentido puro. Que pode ser definido como um aspecto da Consciência de Deus, uma individualização dos fogos criadores do Cosmos. Os anjos constituem seres que se distinguem dos espíritos dos homens pela pureza. A função dos anjos e dos Devas é adequar a energias de deus em prol da criação.