Os Elementais Pessoais

“O astral não é um mundo amorfo
e sim um mundo arquétipo”

Os Elementais Pessoais

Os elementais podem ser utilizados pelos iniciados e magos em seu trabalho na Senda. Grupos e mais grupos de elementais podem ser usados pela pessoa, mas é bom que mais uma vez lembremos que muitos deles são expressões de consciência sem discernimento próprio, portanto passíveis de atuar nos dois sentidos. Uma pessoa pode ser simpática a um elemental e nele ter um aliado, mas isto não é garantia de que num dado momento o elemental não possa agir contra a pessoa, basta que para isto haja algum comando preciso. Isto não acontece com um mago devidamente preparado que conheça os meios de estabelecer o contacto e especial conhecer os meios de controlá-los.

Neste trabalho a pessoa deve conhecer bem o campo de ação dos elementais, suas características, a maneira de identificação, o modo de invocá-los e alguns outros pré-requisitos. Seria loucura invocar um elemental do fogo numa situação em que as paixões estão exacerbadas, invocar um elemental terra quando a pessoa está apática, parada.

Já dissemos que conforme a constituição física cada pessoa está mais ligada a um dos grupos de elementais e até mesmo a um elemental em particular, e neste caso é dado ao o nome de elemental pessoal.

Nesta palestra veremos algumas formas de identificação dos elementais, especialmente do elemental pessoa, o que facilita a maneira de invocá-los quando se fizer preciso. Não ensinaremos nem métodos, nem palavras, signos, símbolos, ou rituais de invocação. Oportunamente descreveremos algumas iniciações ligadas aos elementos da natureza sem revelar as chaves ensinadas pelos adeptos e ini¬cia¬dos honestos da magia positiva.

Mesmo em revelar detalhes o que temos escrito e ainda escreveremos nesta série de temas é suficiente para que a pessoa perceba por si mesmo de como entrar em contacto com o mundo dos elementais. Portanto, a pessoa que ler esta série de temas com atenção e especialmente se souber perceber o que está expresso nas entrelinhas, por certo se capacitará para estabelecer alguma forma de contacto consciente com os diferentes reinos da natureza.

O nível de contacto com os elementais varia em intensidade, desde um nível tão real quanto este mundo objetivo em que vivemos até um nível mais tênue constituído apenas de percepções sutis, impressões psíquicas ou mesmo sonhos.

A meditação sobre os assuntos expostos nestas palestras pode levar a pessoa a descobrir algum método pessoal de contacto; é bem possível que registre intuitivamente alguma maneira correta de receber alguma iniciação e assim receber as chaves, sinais e passes precisos para o estabelecimento de contatos com os elementais e que poderá fazer uso em momentos e situações precisas. É pelo esforço pessoa que se chega a conhecer os mistérios da natureza. A mãe Natureza é pródiga ela sempre agracia aquele que com sinceridade e denodo procurar entende-la e especialmente com o propósito de colaborar no plano da criação.

Pedindo à natureza a pessoa pode penetrar nos seus segredos. Esta é a maneira correta de contactar o mundo dos elementais. Não é o místico que deve diretamente transmitir os símbolos e as palavras de passe pois, como já dissemos, não se deve ensinar métodos que podem dar poderes, mas que se forem mal utilizados podem acarretar sérios problemas para o incauto, para o ousado que não souber fazer bom uso deles.

É muito mais perigoso um contacto com o mundo dos elementais do que com o mundo dos Devas, pois, como veremos em palestra futura, os Devas têm discernimento enquanto os elementais não têm, isto faz com que seja difícil advir algum prejuízo numa invocado feita a um Devas.

Antes de nos estendermos mais sobre a maneira de identificação dos elementais queremos salientar que eles não são apenas inerentes aos quatro elementos da natureza. Existem também os elementais dos planos infernais, os quais evidentemente são terríveis e dos quais coisa alguma de bom pode se receber deles. Ai daquele que invocá-los sem o devido conhecimento, pois há a probabilidade da pessoa se envolver com algum deles e acabar sendo conduzido para planos inconcebíveis de onde é dificílimo o espírito se libertar.

Quando falamos de elementais dos mundos inferiores não estamos falando de demônios. Os demônios são espíritos trevosos mas que têm individualidade definida, que têm potencial de discernimento, enquanto os elementais, como todos os demais, são forças cegas, que obedecem a qualquer comando que lhe for dado na formas precisas.

Muitos magos sabem como dominar como controlar os elementais inferiores, mas na maioria das vezes os que buscam o auxílio daquelas formas de consciência são os adeptos da linha negra do ocultismo.

Existem rituais especiais para a invocação dos elementais do mudo das trevas, e isto nos leva à uma indagação: Para que serve o conhecimento desses rituais? Para que invocar elementais dos planos trevosos da natureza ? - Muitas vezes um mago, um místico de elevada estirpe necessitam agir através dos elementais das trevas. Na realidade um espírito dominado por forças demoníacas muitas vezes está sob um domínio tamanho que somente através do controle dos elementais do mundos das trevas é possível libertá-lo. O que estamos dizendo parece um absurdo, mas busquemos respaldo na própria Bíblia onde consta que Jesus após ser sepultado desceu ao inferno para libertar alguns espíritos ali detidos. Isto consta do próprio CREDO da Religião Católica instituído no I Concilio de Nicéia.

Agora passemos a sucintamente estudar alguns meios de identificação dos elementais pessoais. Há uma ralação, segundo a astrologia, entre o nível elemental da pessoa e os signos do zodíaco. Assim é que a Astrologia cita pessoas fogo e que estão mais ligadas ao signo de Leão e de Áries, terra a touro e virgem, ar a gêmeos e libra, água a câncer escorpião e peixes.

Assim sendo, sabendo-se o signo da pessoa pode saber o elemento ao qual ela está mais ligada. Também há uma relação da pessoa com o planeta que predomina por ocasião do seu nascimento e isso já é um indicativo do tipo de elemental (elemental pessoal) com o qual ela está mais diretamente ligado.

É importante ter conhecimento do elemental pessoal pois se uma pessoa algum dia se dedicar aos estudo Grandes Mistérios, por certo terá necessidade de invocar os elementares para múltiplos fins e os que o atenderão com mais presteza e eficiência por certo são os do grupo pessoal. Assim sendo conhecendo-se o signo pessoal torna-se bem mais fácil a identificação do elemental pessoal.

Uma outra maneira de se identificar os elementais com os quais se tenha maior afinidade natural se baseia no som vocálico do primeiro nome de batismo. Esse primeiro nome, é da mesma maneira que o mapa astrológico, uma assinatura energética em que se reflete a atuação de certas forças no plano de nossas vidas. “As vogais do primeiro nome fornecem a chave para a determinação dos elementais com os quais nossa harmonia é mais intensa” - Ted Andrews.

A vogal tônica do nome de batismo escolhido pela intuição reflete o grupo de elementais com os quais a interação da pessoa é maior e os sons das outras vogais indicam os grupos secundários. Assim há nomes que praticamente estão relacionados apenas com dois grupos e outros que estão relacionados com todos os quatro grupos de elementais e mais, os do elemento éter também.

Quando a pessoa ao nascer recebe o seu nome de uma forma espontânea e intuitiva isto reflete a ligação pessoa com um dos elementais da natureza. Por certo que o nome recebido intuitivamente e o mais adequado para aquela pessoa, é um nome que tem sonoridade harmônica com um dos elementos da natureza, exatamente com aquele que aquela pessoa está mais ligada .

Os sons vocálicos do nome indicam o elemento mais diretamente ligado à pessoa, sendo o principal a vogal mais forte do nome. Por exemplo, a vogal E diz respeito ao elemento ar (signos: Gêmeos e libra); I ao elemento fogo (Leão, Áries e Sagitário); O ao elemento água (Câncer, Escorpião e Peixes); U ao elemento terra (Touro, Virgem e Capricórnio).
A vogal A indica uma ligação equilibrada entre os 4 elementos. Um nome que contenha todas as vogais é por certo um nome de forte relação com todos os reinos. Um nome com todas as vogais parece ser raríssimo, se é que existe algum. Pode-se dizer que a vogal A indica o elemento éter.

Ao ser pronunciado o nome de uma pessoa muitas vezes se pronuncia sem saber um som que corresponde exatamente àquele com o qual se pode invocar elementais, por isso é que existem pessoas que têm capacidade natural para lidar com os elementos, que são dotadas de alguns dons especiais. Há pessoas que naturalmente encontram veios de água, coisas escondidas, minérios, como que de uma forma instintiva. Há as que têm “mão boa” para a plantação e assim por diante. Via de regra é o próprio nome da pessoa que confere tal capacidade.

Nas invocações dos elementais é fundamental que se tenha conhecimento dos sons vocálicos pois a vocalização correta liga a consciência da pessoa diretamente ao elemental. Mas é perigoso se fazer uso indevido dessas invocações sem o que se tenha o devido conhecimento e a firmeza de propósito desde que se tratam de forças que devem ser dirigidas e se a pessoa não souber precisamente como agir pode advir um resultado oposto ao que deseja.

O discípulo pode estar mentalmente indagando: Será verdade que existe a capacidade de intervir diretamente sobre os elementos da natureza? - Na Vida de Jesus vemos isto citado nos Evangelhos numa passagem em o MESTRE estava num barco juntamente com alguns discípulos e formou-se uma grande tempestade. Os discípulos temeram e Jesus acalmou a tempestade. Jesus demonstrou como os elementos da natureza podem ser obedientes ao comando da pessoa. Ele com o seu poder comandou os elementos da água e do vento e assim a tempestade desapareceu.

Mas, assim como os elementos podem ser acalmados o contrário também é possível, a pessoa pode transformar uma calmaria em tempestade através dos elementais. A invocação elemental é praticamente idêntica nos dois casos, apenas o que difere é o comando.

Lucas 5: 4-6 “Quando acabou de falar, disse a Simão: Fazei-te ao largo e lançai as vossas redes para pescar. Respondendo Simão: Mestre, tendo trabalhado toda a noite, não apanhamos nada; porém, sob a tua palavra, lançarei a rede. Tendo feito isto, apanharam tão grande quantidade de peixes, que a rede rompia-se”.

Jesus comandou os elementais da água pelo som da Sua palavra que Jesus e assim ensinou a Pedro que o homem pode ter poder sobre os reinos da natureza, que ele pode contar com a colaboração dos elementais da água e pode assim conseguir grandes feitos.

Queremos salientar que os elementais não compreendem a linguagem falada, não é propriamente o sentido da palavra que comanda e sim a sua vibração.

Sabe-se que os índios evocam as forças da natureza (os aliados) por meio de rituais em que constam símbolos, cânticos, vocalizações e ritos. Como vivem mais diretamente ligados à natureza eles abem como usar os elementais na consecução das coisas necessárias à sua subexistência. Esta é a razão pela qual eles tanto fazem por preservar a natureza e têm horror quanto a ação predatória do homem dito civilizado.

Para se lidar com segurança com o mundo dos elementais e dos Devas deve-se primeiramente conhecer os meios invocativos precisos assim também como efetivar as ordens de comando e de pedido. O ser humano tem perdido muito por haver se afastado dos elementais da natureza. No passado havia uma relação mais íntima entre eles, pois na infância ao invés de verem na TV programas ligados ao mundo material e até mesmo de uma forma violenta, eles ouviam os contos de contos de fada. Isto estabelecia desde a infância valiosos vínculos com o mundo dos elementais. Assim as crianças aprendiam a amar as fadas, os gênios, e outros elementais que durante toda vida podiam auxiliar a pessoa a enfrentar o lado hostil da natureza. Infelizmente vemos hoje que a cada dia que está mais rompido esse elo e, evidentemente, em prejuízo do homem. O homem hoje destrói o mundo dos elementais e em contrapartida estes vêm deixando de auxiliar o homem.

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Nostas explicativas:
1-Alem da constituição física há um número grande condições que fazem com que a pessoa nas diferentes fases da vida e mesmo em diferentes ocasiões esteja mantendo ligações mais estreitas com determinados elementais.
2-O mundo dos elementais inferiores é descrito com alguns detalhes no livro de Carlos Castañeda “A Arte do Sonhar”.
3-Muitos nomes que os pais atribuem aos filhos são nomes pré-fabricados, nomes escolhidos por simpatia, ou mesmo nomes que são compostos com parte de cada um dos nomes dos pais; outras vezes em homenagem a algum ancestral, ocasião em que se acrescenta Filho ou Neto., Júnior etc. coisa assim. Este são nomes artificiais que estão sujeitos a trazer dificuldades para a pessoa. No mínimo provocam uma dissociação entre aquela pessoa e o seu elemental pessoal. O nome deve ser dado de forma natural é o homem que os pais recebem intuitivamente. Este é o nome mais harmônico com a pessoa em todos os sentidos é deveras importante no que diz respeito a relação da pessoa com os elementais, e com os Devas.
4-Seja em que língua for isto é válido, pois o que conta é a vibração do nome e não a língua. Assim é que um nome em português com certeza tem os seus semelhantes em todas as línguas, no tocante a vibração.
5-Existem línguas, como o hebraico, que não têm vogais, mas o que vale não é a grafia da letra e sim o som (vibração) que lhe corresponde, assim tanto faz existir a letra ou não, o que importa é o som.